Wiki Diversidades
Advertisement
Bandeira lésbica sunset

Bandeira Sunset

Bandeira lésbica lábris sem triângulo

Bandeira Labrys sem triângulo

Lésbicas são pessoas que sentem atração queer/homo por mulheres (QLW, queer-loving-woman, ou QAM, Queer Atraíde por Mulheres).

Na visão de uma sociedade cissexista normativa, a lesbianidade é geralmente definida como "mulheres que sentem atração sexual e romântica exclusivamente por mulheres". Essa definição é problemática por alguns motivos:

  1. Nem sempre pessoas lésbicas são mulheres, elus também podem ser inconformes de gênero, genderqueer e de qualquer gênero não-binário.
  2. Nem toda pessoa lésbica sente atração sexual e romântica. Algumas podem sentir apenas atração sexual (arromantiques e alossexuais), apenas atração romântica (assexual e alorromântique) ou sentir apenas alguma atração terciária.
  3. A lesbianidade não se limita a atração exclusiva por mulheres, lésbiques também podem se atrair por não-bináries e até por homens binários em alguns casos (como mspec lésbicas, gaybian, homoflexível, lesboys etc.).

Situações que o termo lésbica pode ser aplicavel:

  • Mulheres atraídes exclusivamente por outres mulheres (WLW)
  • Mulheres atraídes por mulheres e não-bináries (WLW/WLNB)
  • Não-bináries (independente de alinhamento) que se atraem por mulheres bináries e/ou por outres não-bináries (NBLW/NBLNB)
  • Homens trans que se atraem por mulheres e se rotulam como lésbica devido a pertencimento comunitario, história de vida (ex: passou muito tempo de sua vida se rotulando lésbica até se descobrir homem trans, mas ainda se sente pertencente a comunidade lésbica), etc. A ideia de que homens trans podem ser lésbicas baseia-se puramente no respeito pela autonomia de homens trans individuais que anteriormente se identificaram como tal e devido à complexidade da sua identidade, trauma, níveis de conforto ou outras razões pessoais, ainda optam por se identificar como tal - mas dito isto, os homens trans são absolutamente 100% homens reais.
  • Multiorientades que usam o termo lésbica para denotarem sua preferencia/maior atração por mulheres

Muites lésbicas usam definições diferentes para rotular especificamente a si mesmes e às suas identidades específicas. Muites lésbicas usam o termo lésbica para descrever o fato de serem exclusivamente wlw, enquanto outres o usam para descrever o fato de serem exclusivamente nblw. Outres ainda o usam para representar sua priorização de atração por mulheres. Muites membres da comunidade usam interpretações diferentes para se representarem especificamente, e todas essas definições são válidas e podem coexistir na mesma comunidade e formar as suas próprias subcomunidades. Nenhuma interpretação ou experiência de lesbianidade é mais ou menos real ou importante. Ninguém precisa usar uma interpretação ou definição de lesbianidade com a qual não se sinta confortável. É importante respeitar todos as diferenças e aspectos.

Não-binariedade

A lesbianidade era vista, assim como gay e bissexualidade, como uma orientação binarista. Mas ela foi flexibilizada para acolher pessoas não-binárias e hoje sabe-se que todas as orientações podem incluir pessoas não-binárias e luta-se para que todes sejam incluídes.[1]

Entretanto, é importante afirmar que a não-bináridade é bem esquecida devido a vivermos em uma sociedade binarista. Logo, é incoerente afirmar que absolutamente todes ês lésbicas sentem atração por enbys, pois não tem como forçar uma pessoa sentir atração por outras de gêneros que ela nem sabe que existem.

Contexto histórico

A primeira menção de homossexualidade feminina está no primeiro código conhecido sobre a história, o Código de Hamurabi (1770 a.C.), aparece a "Salzikrum", uma figura que caracteriza uma "mulher-homem" que pode ter uma ou várias esposas e direitos exclusivos da hereditariedade.

As primeiras referências escritas de amor entre mulheres remontam à Grécia Antiga. Safo (o epónimo de "safismo"), originária da ilha de Lesbos, é um dos principais ícones da história lésbica.[2]

A palavra "lésbica" vem do latim "lesbius" e originalmente referia-se somente aos habitantes da ilha de Lesbos, na Grécia. A ilha foi um importante centro cultural onde viveu a poetisa Safo, entre os séculos VI e VII a.C., muito admirada por seus poemas sobre amor e beleza, em sua maioria dirigidos às mulheres.

Bandeira

Existem registros dos simbolos da bandeira labrys estarem sendo usados em combinação deste design muito antes dela, mas não na forma de uma bandeira autônoma.[3]

A bandeira lésbica de lábris ganhou um novo visual em 1999 pelo designer gráfico Sean Campbell e publicada em junho de 2000 na edição de Palm Springs da edição do Gay and Lesbian Times.[3]

O triângulo era o símbolo que os nazistas amarravam nos braços das mulheres tidas como “associais” (asoziale em alemão, outras vezes traduzido como anti-sociais) ou “indesejadas”, e do povo romani (antes chamado de cigano), usada e foi incorporada à bandeira de forma a lembrar do massacre sofrido.

Já o machado com lâmina dupla, chamado de Labrys, é um símbolo usado pela civilização minoica, que habitou Creta – onde era associado ao poder matriarcal –, e também nas lendas da Grécia – sendo utilizado pelas Amazonas. Atualmente o machado representa a força e resistência do movimento lésbico e feminista. Além disso, o roxo remete à cor símbolo da luta feminista.

Ao passar dos anos, as lésbicas começaram a se questionar se é correto apropriar-se de um símbolo tão problemático, como o triângulo invertido, mesmo que seja com uma boa intenção; pois é impossivel separar o simbolo do genocídio étnico que está atrelado a ele e é errado ressignificar já que não é só sobre as lésbicas. Assim, o triângulo foi retirado da bandeira, resultando no design final.[4][5] A bandeira original, com triângulo, também é criticada por ter sido criada por alguém que não é lésbica, visto que Sean Campbell era um homem cis gay.[6][7]

Já a bandeira sunset, de listras horizontais igualmente distribuídas colorizas com tons rosa e laranjado e uma branca ao meio, deriva das bandeiras butch e lipstick lesbian (lésbica de batom), que representam gírias para lésbicas de expressão ou identidade desfem e feminina. A bandeira lipstick, por sua vez, é baseada na bandeira cougar, algumas vezes tida como plágio. A bandeira cougar é iterada da bandeira bear, que por sua vez é derivada da bandeira leather, que se baseiam na bandeira do arco-íris de Gilbert Baker.[8][9]

No final de junho de 2017, Mod Q do blog Tumblr butch positivity (butchspace) postou um design de bandeira butch laranja e amarelo de sete listras.[10] Depois, em julho, o blog shapeshifter-of-constellation postou um desenho geral da bandeira lésbica.[11] As três listras inferiores usam códigos de cores amostrados do topo da bandeira de butch de Mod Q, e as quatro cores principais foram derivadas das da bandeira lésbica batom (três delas diretamente amostradas). As listras são visualmente iguais em tamanho, mas têm pequenas variâncias após uma inspeção minuciosa.

Em junho de 2018, Emily Gwen, pelo blog sadlesbeandisaster, postou sobre sua bandeira ideal do orgulho lésbico, que ela disse que usaria a metade superior do rosa e a metade inferior das bandeiras laranjas, mas orientaria o laranja por cima, ela incluiu uma imagem que corresponde a essa descrição.[12] Em 25 de julho de 2018, Catherine (então sob o nome de usuário taqwomen) havia sugerido uma modificação de cinco listras e três listras do design atribuído a sadlesbeandisaster.[13][14]

Referências

Advertisement