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Disambig grey Nota: Não confundir com poliamor, nem com relações não-monogâmicas.

A poliorientação é uma identidade que descreve a atração por vários gêneros, mas não necessariamente todos.

Esta difere e não devem ser comparadas a bi, pan ou omni.

Uma das possíveis análises mais específicas à orientação poli é: atração por um gênero binário (homem ou mulher) e todos os gêneros do espectro não-binário. Dentro desta descrição, existem dois termos que se adaptam: toren (atração por homens + não-bináries) e trixen (atração por mulheres e não-bináries).

Manifesto poli[]

Primeiro manifesto (5 de novembro de 2021):[1]

Aqui está um documento reunindo informações para explicar o contexto de uma identidade muito invisibilizada e excluída. muitas vezes invalidada, causando confusões e discussões sobre a identidade.

A definição de polissexual, não é totalmente exata, mas a definição mais usada é: “atração por vários gêneros mas não necessariamente por todos!”. Existem outras definições de polissexualidade como: “atração por dois gêneros ou mais”, “atração por três gêneros ou mais”, “atração por múltiplos espectros de gênero mas não por alguns gêneros específicos”, “atração por múltiplos espectros de gêneros mas não todos”, “atração por um gênero binário e por todos os alinhamentos não-bináries” e incluindo a “atração por todos os gêneros”;

A palavra polissexual surgiu por volta da década de 1920. Antes de ganhar força como sexualidade reconhecida, era utilizada no contexto do poliamor, que é a prática de ter um relacionamento com múltiplas pessoas. À medida que o termo se tornou estabelecido e amplamente reconhecido nas últimas décadas, essa definição tornou-se desatualizada. O prefixo poli deriva do grego antigo, que significa “muitos”, “vários”. Partilha similitude com os prefixos multi e pluri, que por sua vez, vêm do latim, significando multiplicidade e pluralidade.

O que diferencia polissexual de bissexual e panssexual? — Suas definições principais são diferentes uma da outra, a definição de bissexualidade e panssexualidade é a atração por todos os gêneros, podendo ter preferências ou não. Já a polissexualidade tem a definição principal de atração por vários gêneros mas não todos, podendo ter preferências ou não. O contexto histórico das três identidades são diferentes, pois a polissexualidade em 1920 já surgiu com o significado voltado para questão sexual, enquanto a bissexualidade ganhou um significado completo em 1990 pelo manifesto bissexual. E a panssexualidade surgiu em 1914 mas só tomou sentido como sexualidade em 1970.

Existe a falsa ideia de que polissexualidade surgiu no tumblr, um motivo muito usado para invalidar a identidade. Mas há documentos que comprova que a identidade existe bem antes das redes sociais existirem, como por exemplo na biblioteca de artigos, há um documento de um programa de rádio de 1974, chamada Stereo Review, que cita a polissexualidade: “[…] David Bowie and other painted persons are happy to be asexual, bisexual, POLYSEXUAL, pansexual, whatever works, […]”. O que já comprova que a identidade existe à um tempo atrás.

— Mitos sobre a polissexualidade —

“Polissexualidade é bifobica e panfobica”

Não tem como polissexual ser bifobica ou panfobica, pois não há relação entre poli e bi/pan, a identidade não surgiu para invisibilizar e excluir a bissexualidade ou panssexualidade. No próprio manifesto bissexual diz que não há problemas em usar outros rótulos para se definir: “[…] Many of us choose not to label ourselves anything at all, and find the word ‘bisexual’ to be inadequate and too limiting. […]” — Anything That Moves 1990, Tradução: “Muitos de nós optamos por não nos rotular de nada, e acham a palavra ‘bissexual’ inadequada e limitadora”. O manifesto defende outros rótulos.

Polissexualidade é uma identidade completa, que ocupa seu próprio espaço. De nenhuma forma a proposta da polissexualidade é apagar ou substituir outras multisexualidades. Apagar a polissexualidade não é somente apagar a identidade de diversas pessoas, mas também sua história.

“Polissexualidade é uma identidade transfobica”

Polissexualidade é uma identidade que valoriza principalmente a atração por não-bináries, que normalmente é muitas vezes essas pessoas são excluídas das atrações. A definição de poli se foca em não binariedade em si. Muitas pessoas chamam isso de fetichização de pessoas trans, o que não tem nada haver, poli tem a atração por gênero binário também, não diz se só é a atração por pessoas trans ou cis.

“Polissexualidade ver não-binário como terceiro gênero”

A polissexualidade reconhece a diversidade de gêneros não-bináries, e não ver como um terceiro gênero. Alinhamentos de gêneros como o masculino e o feminino são algo separados da binariedade, uma pessoa não-binária que tem um alinhamento masculino não é a mesma coisa que um homem binário. Tanto que existem alinhamentos paralelos que não estão entre o masculino e o feminino. A polissexualidade valoriza muito isso.

“Isso só existe na internet”

Esse tipo de argumento é totalmente sem sentido, pois há várias paradas LGBTQIAPN+ que a bandeira polissexual esteve presente, por exemplo em Manchester Pride 2019, 48th Chicago pride parade, Stonewall colombus pride 2019, e nas Paradas de São Paulo teve uma participação do movimento “BiPanPoli+”.

— Dúvida sobre a polissexualidade —

“Como sabem se a pessoa é não-binárie ou não?”

Sabemos que não tem como adivinhar o gênero de ninguém pela aparência, isso serve para tudo, inclusive para pessoas gays e lésbicas. Porém, todo início de um relacionamento, seja relacionamento não afetivo ou relacionamento afetivo, essencialmente a base de todo e qualquer relacionamento é a comunicação, a conversa, a busca de conhecimento e informações entre as pessoas. Com a base da comunicação, podemos saber o gênero da pessoa, então a atração pode surgir ou não. Isso não só acontece com a polissexualidade, acontece com as identidades lésbica e gay. Também há alinhamentos, os alinhamentos não-bináries são bem amplos, e não são a mesma coisa de ser um homem binário ou uma mulher binária. É um conceito muito complexo de explicar, pois gênero acaba sendo um conceito muito abstrato. Mas nem sempre a masculinidade ou a feminilidade que usamos para se referir a não-bináries é a mesma coisa da binariedade. Tanto que existe conceitos como hombridade e mulheridade que se refere gêneros binários, mas que pode ou não estar implementadas em uma identidade não-binária.

— —

Podemos expressar nossa sexualidade de forma que seja melhor para cada pessoa, cada pessoa interpreta a sua sexualidade de um jeito, não nos limitem a utilizar rótulos mais conhecidos e não forcem uma visão sobre nossas sexualidades baseando-se em outras. Que haja união e respeito no movimento multissexual.

Segundo manifesto (11 de dezembro de 2021):[2]

NOSSA COMUNIDADE SEMPRE FOI PLURAL, DIVERSA, AMPLA. ESTAMOS POR AÍ HÁ DÉCADAS, E ESTAMOS MAIS DO QUE CANSADES E FURIOSES COM O MONOSSEXISMO ESTRUTURAL DA SOCIEDADE, E TAMBÉM COM O APAGAMENTO QUE PASSAMOS DENTRO E FORA DE COMUNIDADES MULTISSEXUAIS. FOMOS E AINDA SOMOS NOSSO CONTEXTO HISTÓRICO. E NOSSA HISTÓRIA, ASSIM COMO NÓS, CONTA VÁRIAS HISTÓRIAS.

POLISSEXUAL PERCORREU POR MUITAS DEFINIÇÕES E UTILIZAÇÕES. PASSOU PELO CONTEXTO DO POLIAMOR, JÁ FOI PROPOSTO COMO TERMO GUARDA-CHUVA PARA ATRAÇÕES POR MAIS DE UM GÊNERO, CHEGOU ATÉ A DESCREVER PRÁTICAS SEXUAIS ENTRE MÚLTIPLOS GÊNEROS. O QUE FAZ MAIS SENTIDO HOJE, E SENTIDO ESSE QUE EXISTE HÁ DÉCADAS, É SER UMA ORIENTAÇÃO SEXUAL.

ESTÁVAMOS NAS VANGUARDAS! E ESTAREMOS ENTRE AS NOVAS LIDERANÇAS!

ESSA ORIENTAÇÃO SEXUAL, TAMBÉM, TEVE E TEM MUITAS DEFINIÇÕES: ATRAÇÃO POR MAIS DE DOIS GÊNEROS, ATRAÇÃO A PARTIR DE TRÊS GÊNEROS, ATRAÇÃO POR MUITOS MAS NÃO TODOS OS GÊNEROS, ATRAÇÃO POR MÚLTIPLOS/MUITOS/VÁRIOS GÊNEROS, ENTRE ALGUMAS OUTRAS. A DEFINIÇÃO QUE MAIS DEFENDEMOS E NA QUAL ENCONTRAMOS SENTIDO E PERTENCIMENTO É A: ATRAÇÃO POR VÁRIOS GÊNEROS. UMA DEFINIÇÃO ABERTA, ASSIM COMO NOSSA COMUNIDADE SEMPRE FOI.

UMA DEFINIÇÃO COMO ESSA É SUFICIENTE PARA ACOLHER AS INÚMERAS EXPERIÊNCIAS DE ATRAÇÃO QUE ENCONTRARAM, ENCONTRAM E ENCONTRARÃO SENTIDO NESSA PALAVRA. OS CAMINHOS QUE FIZERAM, FAZEM E FARÃO PESSOAS ENCONTRAREM ESSA PALAVRA SÃO INCONTÁVEIS.

NOSSAS EXPERIÊNCIAS DE ATRAÇÃO (E NÃO APENAS SEXUAL!) SÃO MÚLTIPLAS. PODEMOS TER UMA ATRAÇÃO DEPENDENTE DE GÊNERO, QUE LEVA EM CONTA A IDENTIDADE DE GÊNERO, A PERCEPÇÃO DE GÊNERO, A EXPRESSÃO DE GÊNERO, O ALINHAMENTO DE GÊNERO, A COMPREENSÃO DE GÊNERO, E A DESCOBERTA DE GÊNERO. PODEMOS TAMBÉM TER UMA ATRAÇÃO INDEPENDENTE DE GÊNERO, E FLUIR ENTRE ATRAÇÕES DEPENDENTES E INDEPENDENTES DE GÊNERO. PODEMOS OU NÃO TER PREFERÊNCIAS TAMBÉM. NOSSAS EXPERIÊNCIAS INCLUEM TODOS OS SEXOS.

UMA PALAVRA QUE TRAZ CONSIGO UM SUFIXO QUE SIGNIFICA “VÁRIOS” E “MUITOS” E DEFINIÇÕES QUE ENFATIZAM A PLURALIDADE DE GÊNERO. UMA PALAVRA QUE DESDE SEMPRE NUNCA DEIXOU DÚVIDAS SOBRE ESTAR INDO PARA ALÉM DE DOIS. UMA PALAVRA QUE SEMPRE GRITOU PARA A SOCIEDADE QUE EXISTEM ATRAÇÕES POR MAIS DE DOIS GÊNEROS E QUE NÃO EXISTIAM APENAS MULHERES E HOMENS. NOSSA ATRAÇÃO SEMPRE FOI PARA ALÉM DO BINÁRIO OCIDENTAL DE GÊNERO-SEXO. A NÃO-BINARIDADE SEMPRE ESTEVE COLADA EM NÓS ANTES DE SE TORNAR UM CONCEITO ATUAL. NÃO POR UM ACASO POLISSEXUALIDADE É TOMADA COMO UMA “SEXUALIDADE NÃO-BINÁRIA” MUITAS VEZES.

A INTERPRETAÇÃO DA PALAVRA É LIVRE! VÁRIOS PODE SER QUALQUER QUANTIDADE ACIMA DE UM. AS VIVÊNCIAS TAMBÉM SÃO LIVRES! PODEMOS VIVENCIAR A CONSTÂNCIA, A FLUIDEZ, A INDEFINIÇÃO, E A CONTRADIÇÃO.

NÃO EXISTE FÓRMULA PARA NOSSA ATRAÇÃO. QUALQUER UME QUE SE ENCONTRAR NESSA PALAVRA PODE USÁ-LA POR QUALQUER MOTIVO, SEM DEVER SATISFAÇÕES A NINGUÉM, SEM NECESSITAR DE PERMISSÕES ALHEIAS. AH, E NÃO! NÃO PRECISAMOS DE SUA VALIDAÇÃO! NUNCA, JAMAIS PRECISAREMOS!

COMPREENDEMOS OS ESTIGMAS JOGADOS EM TORNO DE NÓS QUE ENVOLVEM PROMISCUIDADE E INFIDELIDADE; PORÉM, NÃO FAZEMOS QUESTÃO DE FICAR PROVANDO VIRTUDE, ESBANJANDO PUREZA MORAL. PODEM SER PROMÍSCUES, APROVEITEM SUA LIBERDADE SEXUAL! JOGUEM-SE NA NÃO-MONOGAMIA MESMO, NÃO SE DOBREM ÀS HIERARQUIAS AFETIVAS E SEXUAIS!

COMPREENDEMOS TAMBÉM OS ESTIGMAS QUE NOS ACUSAM DE LEGITIMAR RELAÇÕES SEM CONSENTIMENTO. PODEM ENGOLI-LOS! NÃO PERTENCEM A NÓS, NÃO FAZEM PARTE DE NOSSOS PRINCÍPIOS!

ASSUMIMOS, E ATÉ AQUI PODE SER EVIDENTE, QUE DIVIDIMOS ESTIGMAS COM NOSSES COMPANHEIRES MULTISSEXUAIS, COMO OS EXEMPLOS DES BISSEXUAIS E PANSEXUAIS. PORTANTO, VAMOS DEIXAR ACERTADO AQUI E AGORA QUE NOSSAS LUTAS NÃO SÃO TÃO DISTINTAS ASSIM, QUE SOMOS TODES ATACADES PELO MESMO SISTEMA OPRESSIVO.

AH, E SOMOS TAMBÉM ACUSADES DE FORMA FALACIOSA E INFUNDADA DE FETICHIZAR PESSOAS TRANS, INTERSEXO E NÃO-BINÁRIAS. O QUE É CURIOSO, POIS HÁ TEMPOS ACOMPANHAMOS AS DISCUSSÕES DAS CORPORALIDADES DISSIDENTES DE GÊNERO-SEXO, E ENTENDEMOS NOSSAS ATRAÇÕES PARA ALÉM DE GENITÁLIAS E LÓGICAS BINARISTAS.

PAREM DE NOS COBRAR NOSSA HISTÓRIA ENQUANTO INVENTAM LENDAS E BOATOS SOBRE NÓS! E PAREM DE NOS GENERALIZAR COM EXEMPLOS AVULSOS E CONTROVERSOS!

SEMPRE ESTIVEMOS POR AÍ, TRANSITANDO ENTRE ESPAÇOS DE HÉTEROS E GAYS/LÉSBICAS, VISITANDO COMUNIDADES BISSEXUAIS, FORMANDO NOSSOS MEIOS PARA NOS ENCONTRARMOS. PERDIDES? ÀS VEZES. SOZINHES? ÀS VEZES. NUNCA NOS ENCAIXAMOS NA DICOTOMIA HÉTERO-HOMO. MUITES DE NÓS NÃO TIVERAM A OPORTUNIDADE DE CONHECER BISSEXUAIS E COMUNIDADES MULTISSEXUAIS JÁ FORMADAS. ENTÃO FORMAMOS A NOSSA, ASSIM COMO OUTRES MULTISSEXUAIS, ASSIM COMO ES ASSEXUAIS, ASSIM COMO TANTAS OUTRAS PESSOAS FORA DA MONONORMA E DAS DUALIDADES IMPOSTAS.

DEVIDO A NOSSO HISTÓRICO CONFUSO E BAGUNÇADO, NÃO ENCONTRAMOS SENTIDO EM LIMITAR OS USOS DA PALAVRA POLISSEXUAL. PODE SER UMA ORIENTAÇÃO ÚNICA, PODE SER UMA ORIENTAÇÃO USADA JUNTO COM OUTRAS. PODE SER UMA ÚNICA PALAVRA, PODE SER UM TERMO GUARDA-CHUVA PARA OUTRAS PALAVRAS MAIS ESPECÍFICAS. PODE SER SUA CASA, SEU REFÚGIO, SEU CORINGA. E PODE SER SUA ESTRADA, SUA ESTADIA TEMPORÁRIA. NÃO SOMOS APENAS UMA DEFINIÇÃO LITERAL.

NÃO CRIEM RIVALIDADES ENTRE COMUNIDADES MULTISSEXUAIS DE IDENTIDADES DIFERENTES. NOSSAS LUTAS SÃO EM CONJUNTO! NOSSAS DEFINIÇÕES PODEM SE CRUZAR, SE SOBREPOR; NOSSAS EXPERIÊNCIAS PODEM SER MUITO PRÓXIMAS, SIMILARES; CONTUDO, O QUE NOS UNIFICA É SERMOS MONODISSIDENTES. PODEMOS TER HISTÓRIAS E CONTEXTOS DIFERENTES, MAS SEGUIMOS UNIDES DESDE SEMPRE EM MOVIMENTOS ORGANIZADOS, DEVIDAMENTE ANTISSISTEMA. QUEM INVENTA OU FOMENTA ESSAS RIVALIDADES ESTÁ INDO AO ABISMO DO MONOSSEXISMO, DA DESPOLITIZAÇÃO, DO ASSIMILACIONISMO, DA RESPEITABILIDADE.

NÃO FOCAMOS EM DIFERENÇAS, PREFERIMOS FOCAR NAS SIMILARIDADES; AFINAL, SÃO ESTAS QUE NOS ARTICULAM POLITICAMENTE!

NOSSO MANIFESTO É UMA MENSAGEM, JUNTANDO INFORMAÇÕES, PESQUISAS, RELATOS, PERSPECTIVAS E EXPERIÊNCIAS. NÃO PRECISA SER TOMADO COMO VERDADE ABSOLUTA. QUEM NÃO SE SENTIR CONTEMPLADE POR ELE, RESPEITAMOS. CONTINUAMOS EXISTINDO COM OU SEM MANIFESTO. E NÃO É UM MANIFESTO QUE MANDARÁ EM VOCÊS OU VALIDARÁ QUEM VOCÊS SÃO. SEJAM AUTÔNOMES ANTES DE TUDO!

SEJAMOS TODES APENAS POLISSEXUAIS! POLISSEXUAIS SENDO POLISSEXUAIS COMO BEM QUEREM SER POLISSEXUAIS!

E FINALIZAMOS ESSE MANIFESTO EM PLENO ANONIMATO. AFINAL, SOMOS UMA COMUNIDADE DE PESSOAS TRATADAS COMO INVISÍVEIS E INAUDÍVEIS, IGNORÁVEIS, ININTELIGÍVEIS; OU SEJA, PERFEITES DESCONHECIDES. ASSINADO POR: POLISSEXUAIS ORGULHOSES E DESCONHECIDES!

Contexto histórico[]

Terminologia[]

O prefixo póli deriva do grego antigo, que significa "muitos", "vários". Partilha similitude com os prefixos multi e pluri, que por sua vez, vêm do latim, significando multiplicidade e pluralidade.

Criação do termo[]

A polissexualidade surgiu, inicialmente, no final da década de 1920 com uma definição relacionada ao poliamor (que é ter ou estar aberto (a/e) a ter mais de um relacionamento sexual/romântico) — por ele ser, ainda, interpretada como uma multissexualidade —. À medida que o termo se estabeleceu como uma sexualidade e foi amplamente reconhecido nas últimas décadas, este conflito tornou-se desatualizado, pois os polissexuais passaram a ser entendides como totalmente distintes des praticantes de não-monogamia/não-monoamor.

“Polissexualidade” rapidamente evoluiu para um projeto mais complexo, cuja intenção era acabar com os gêneros reconhecidos, considerados muito limitativos. O ativismo polissexual escancarou todas as classificações sexuais, inventando e reagrupando categorias inéditas sobre gênero, aumentando as apostas em distinções identitárias:

Nós não estamos verdadeiramente aqui, mais uma vez, vemos o interessados na sexualidade critério de polissexualidade restrita de nossos como algo que ultrapassa psicanalistas: nosso objetivo é todos os binários possíveis. o de modelar uma nova noção, Nesse contexto, ultrapassa a de Polissexualidade, e descrever os inúmeros também os padrões impostos processos pelos quais a nos foi dito.

Polissexualidade se torna um que não podemos viver sem 'fato da vida' Tais processos como sexo. Com certeza podemos, são totalmente alheios ao que os monges fizeram (ou a oposições clássicas: Homem/ menos disseram). Agora que Mulher, Marido/Esposa, Homo/ Hétero, Ativo/Passivo, etc... aos monges não é mais dado, na verdade, eles deveriam ser o 'respeito e admiração que estudados ao lado de certas receberam antes'

Sexualidades consideradas não-naturais violentas, sexualidades pelo público geral, talvez seja visuais, sexualidades líquidas, sexualidades fartas, etc. de hora de alimentarmos nosso acordo com esses critérios, monge interior. Nós fomos tão Polissexualidade determina treinados a entender tudo em uma nova repartição da termos sexuais, termos muito cidade, tanto quanto do corpo limitantes, que temos erótico das pessoas dificuldade em separar Independente, por um lado, da sexualidade de deseio oposição de classes e do outro, da oposição biológica de sexos.

Sadismo e masoquismo genuínos são dois aspectos, dentre tantos outros, da polissexualidade: uma sexualidade infinitamente diversificada que constitui a sexualidade potencial de cada corpo.

Essa Polissexualidade, a qual Freud chamou de Sexualidade Polimorfa é violentamente reprimida em quase todo mundo é particularmente em quem se reivindica enquanto sexuaimente 'normal', isto é, heterossexual. A intensidade dessa repressão e seus efeitos podem ser facilmente identificados na expressão horrorizada daqueles que são confrontados, sem terem sido preparados para isso, com a realidade.

Nestas citações não existem noções modernas da Polissexualidade, e nem todos de seus conceitos permaneceram, mas a ideia fundamental continua: a superação de um binário, a libertação de seu corpo e o entendimento do desejo além de conceitos binários e predefinições.

É possível encontrar uma postagem no DeviantArt datada de 2011 com a definição de polissexual mais ou menos como está aqui, e é bem possível que polissexual como orientação propriamente dita tenha surgido entre 2005 e 2011;

Bandeira[]

A bandeira do orgulho polissexual tem listras rosa, verde e azul. Rosa representa atração por mulheres, verde representa atração por pessoas não-binárias e azul representa atração por homens.

A bandeira polissexual foi criada pelo Tumblr Tomlin em 2012. O usuário criou a bandeira depois de notar que os polissexuais não tinham uma bandeira para representá-los. Ele fez a bandeira semelhante às bandeiras pan e bi, já que todas essas identidades estão sob o guarda-chuva multissexual.

Símbolos[]

Referências[]

Ler também[]

Referências[]

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