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Queer Flag Queer é um termo guarda-chuva para identidades não-normativas e comunidade marginalizada em relação a gênero, orientação, expressão de gênero e sexo/corporalidade; abrangendo pessoas que não são cis, hétero, allo e/ou perissexo. Queer é um termo que visa incluir objetivamente pessoas LGBTQIAPN+ (lésbicas, gays, biorientades, trans/travestis, queers, intersexo, a-spec, pan/poli, não-bináries e mais outres).

Queer surgiu nos Estados Unidos durante o século XX com a relação entre os Estudos Culturais e o Pós-estruturalismo francês, no intuito de questionar, problematizar, transformar, radicalizar e ativar uma minoria excluida da sociedade centralizadora, dicisaloheteronormativa e monogamica. Portanto, representa as minorias sexuais em sua diversidade e multiplicidade, levando em consideração todos os tipos e concepções de sexualidade. As quais fazem uma critica dos discursos hegemónicos na cultura ocidental.[1]

Ser queer é sobre ser diferente e desafiar as ideias tradicionais de identidade sexual e de gênero. É uma forma de ser que não se resume nas caixas limitadas de "gay", "lésbica", "bissexual" ou "transgênero". Ser queer significa se sentir à vontade para ser quem você é, sem se preocupar em se encaixar em categorias predefinidas. É como abraçar sua individualidade e aceitar que todos somos únicos. Ser queer não é apenas sobre a sexualidade ou gênero, mas também sobre ser contra o que a sociedade considera "normal". É sobre apoiar e se identificar com outras pessoas que também enfrentam discriminação e exclusão. Ser queer é sobre ser autêntico, abraçar a diversidade e se unir para lutar contra qualquer tipo de opressão ou discriminação baseada na identidade de gênero ou sexualidade. É um movimento para quebrar as barreiras e abraçar a liberdade de ser quem somos, sem medo de julgamento ou exclusão. Conforme fica exposto no livro “BachBack! Ultraviolencia queer”:

Algumas pessoas lerão "queer" como sinônimo de "gay e lésbica" ou "LGBT". Essa leitura é falha. Ainda que aquelas que se encaixam nas construções de "L", "G", "B" ou "T" possam entrar nos limites discursivos de queer, queer não é uma área estável pra habitar. Queer não é meramente outra identidade que pode ser adicionada a uma lista de categorias sociais asseadas, nem é a soma quantitativa de nossas identidades. Pelo contrário, é a posição qualitativa de oposição às expressões de estabilidade - uma identidade que problematiza os limites administráveis da identidade. Queer é um território de tensão, definido contra a narrativa dominante do patriarcado branco-hétero-monogâmico, mas é também uma afinidade com todas as pessoas que são marginalizadas, outrificadas e oprimidas. Queer é anormalidade, estranheza, perigo. Queer envolve nossa sexualidade e nosso gênero, mas muito mais. É nosso desejo e fantasias e mais ainda. Queer é a coesão de tudo que está em conflito com o mundo heterossexual capitalista. Queer é a rejeição total do regime do Normal. [...] Nos discursos sobre queer, estamos falando de um espaço de luta contra essa totalidade - contra a normalidade. Por "queer", queremos dizer "guerra social". E quando falamos de queer como um conflito contra toda dominação, não é brincadeira.[2]

Durante um parada do orgulho gay em Nova York, no mês de junho de 1990, um panfleto foi distribuído pela Queer Nation, apresentando-se de forma anônima como escrito por "Queers". No panfleto, eles explicam a aplicação do rótulo Queer em um parágrafo:

Por que queer?

“Ah, temos mesmo de usar essa palavra? É algo problematico.” Cada pessoa gay tem a sua própria opinião sobre isto. Para algumes, significa estranho, excêntrico e um pouco misterioso. Mas algumes garotes gays não gostam. Acham que são mais normais do que estranhos. E para outros, "queer" evoca aquelas memórias horríveis de sofrimento na adolescência. Essa é uma palavra forçosamente agridoce e pitoresco na melhor das hipóteses - enfraquecedor e doloroso na pior. “Não podíamos simplesmente usar ‘gay’ em vez disso? É uma palavra muito mais brilhante. E não é sinónimo de feliz?” Quando é que vocês, militantes, vão crescer e superar a novidade de serem diferentes?

Bem, sim, “gay” é ótimo. Tem o seu lugar. Mas quando muites lésbicas e gays acordam de manhã sentem-se raivoses e enojades, não gays. Por isso, optamos por nos chamar queer. Usar "queer" é uma forma de nos lembrarmos de como somos vistos pelo resto do mundo. É uma forma de nos dizermos que não temos de ser pessoas espirituosas e encantadoras que mantêm as nossas vidas discretas e marginalizadas no mundo CHAP. Usamos queer como gays que amam lésbicas e lésbicas que amam ser queer. Queer, ao contrário de gay, não se refere ao masculino.

E quando falado com outres gays e lésbicas, é uma forma de sugerir que encerramos brigas e esquecemos (temporariamente) nossas diferenças individuais porque enfrentamos um inimigo comum mais traiçoeiro. Sim, queer pode ser uma palavra grosseira, mas também é uma arma astuta e irônica que podemos roubar das mãos dês queermisicos e usar contra elus.[3]

Fontes[]

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